Augusto dos Anjos

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos foi um poeta brasileiro, identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano. Todavia, muitos críticos, como o poeta Ferreira Gullar, preferem identificá-lo como pré-modernista, pois encontramos características nitidamente expressionistas em seus poemas. É conhecido como um dos poetas mais críticos do seu tempo, e até hoje sua obra é admirada tanto por leigos como por críticos literários.

Augusto dos Anjos na obra de Chico Xavier

PARNASO DE ALÉM TÚMULO, lançado em 9 de julho de 1932, na Federação Espírita Brasileira, psicografado pelo médium Francisco Cândido Xavier. A obra psicografadas por Chico Xavier durante o ano de 31, quando tinha 21 anos contava com 14 poetas desencarnados, 60 poesias em 156 páginas.

A edição contava com um soneto do poeta e advogado paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, intitulado NÚMERO INFINITO.

Sístoles e diástoles derradeiras
No hirto peito, rígido e gelado;
E eu via o Último Número extenuado,
Estertorando sobre as montureiras.

Interregno, escuridão, ânsia e inferneiras;
Depois o ar, o oxigênio eterizado,
E depois do oxigênio o ilimitado,
Resplendente clarão de horas primeiras.

Busquei a última visão das vistas foscas,
O Derradeiro Número entre as moscas,
À camada telúrica adstrito;

E eu, vítima dútil da desgraça,
Vi que cada minuto que se passa
É nova luz do Número Infinito.