Espírito é o ser que pensa e sobrevive à morte

Espírito

Segundo a Doutrina Espírita, Espírito é a individualização ou humanização do princípio inteligente do Universo. KARDEC, Allan in O livro dos espíritos.

 

E qual a sua natureza íntima?

Não é fácil analisar o espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa.

Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e o nada não existe.

O Espírito mais não é do que alma sobrevivente ao corpo: é o ser principal, pois que não morre, ao passo que o é simples acessório sujeito à destruição.

O que caracteriza-o essencialmente é a consciência, isto é, o eu, mediante o qual ele se distingue do que não está nele, isto é, da matéria.

Segundo Pedro Franco Barbosa em Espiritismo básico, o Espírito, essência divina, imortal, é o princípio intelectual, imaterial, individualizado, que sobrevive à desagregação da matéria. É dotado de razão, consciência, livre-arbítrio e responsabilidade.

O Espírito para a Doutrina Espírita

Para a Doutrina, seja ele encarnado ou desencarnado, tem como objetivo ampliar a sua consciência, evoluir. Assume funções, desempenha papéis, ocupa espaços de sentido, sustenta compromissos, norteia-se por objetivos.

Determina uma trajetória no exercício de seu livre-arbítrio que lhe permite romper suas limitações e aplicar, disponibilizar, suas habilidades e capacidades.

Concluíndo…

O Espírito (…) é o ser que pensa e sobrevive [à morte].

O corpo não passa de um acessório para ele, de um envoltório, de uma veste, que ele deixa quando está usada. Além desse envoltório material, o Espírito tem um segundo, semimaterial, que o liga ao primeiro.

Por ocasião da morte, desposa-se deste, porém não do outro, a que damos o nome de perispírito.

Esse envoltório semimaterial, que tem a forma humana, constitui para o Espírito um corpo fluídico, vaporoso, mas que, pelo fato de nos ser invisível no seu estado normal, não deixa de ter algumas das propriedades da matéria.

KARDEC, A. O livro dos médiuns. Rio de janeiro: FEB, 2008. Primeira parte, cap. 1, item 3.